Espírito Santo, Deus em movimento
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Espírito Santo, Deus em movimento de transforma
Escritura: Jo 3, 1-8
Introdução: O que poderíamos dizer do vento? (cf. Jo 3, 1-8).
O vento é um agente da natureza misterioso. Não podemos prendê-lo, tampouco podemos definir o seu curso e a sua ação, e ao mesmo tempo em que sopra forte, destruindo o que não está firme, também surge como uma brisa suave, que refresca e traz serenidade. Se quisermos defini-lo: “O vento é o ar em movimento”.
Jesus disse: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai…” (Jo 3, 8) Assim é o Espírito Santo de Deus, o qual sempre foi simbolizado pelos antigos, como vento, (Hebraico: ruah = sopro de Deus, respiração; Grego: pneuma = soprar, respirar, espírito aéreo; vento).
1. Deus que trabalha: Se o vento é o ar em movimento, podemos dizer que o Espírito Santo é Deus em movimento, Deus que não pára de trabalhar, como nos falam as Sagradas Escrituras: “Meu Pai trabalha sempre e Eu também trabalho” (Jo 5, 17). É a ação contínua de Deus de forma misteriosa, sensível e poderosa. É o “Vento” que guiou e guia a Igreja de Cristo ao longo da história, Ele é o vento que até hoje sopra sobre as “velas do barco da salvação”, que é Igreja, e a conduz rumo à pátria definitiva, a Jerusalém Celeste.
No dia de Pentecostes, a Palavra de Deus diz que antes de descer sobre os apóstolos o Espírito em forma de “línguas de fogo”, Ele entrou no lugar como “vento impetuoso” (At 2, 2). E até o próprio Jesus, antes da Ascensão, “soprou” (o mesmo ruah de Gênesis 2, 7) sobre os apóstolos o Espírito Santo (cf. Jo 20, 22).
2. Deus que é força: O “vento” na Bíblia é muito mais do que um símbolo ou uma forma de ilustrar o Espírito Santo. Para os antigos o vento era sinal de vida ativa do próprio Deus incutida no homem, aquilo que lhes dá dinamismo – dynamis – que quer dizer força, capacidade, movimento.
3. Deus que é presença: Muitos de nós temos uma concepção errônea de que o Espírito age apenas em alguns momentos, ou em algumas pessoas, e nos esquecemos de que estamos cercados pela ação contínua de Deus, pois Ele não só mora em nós pelo “sopro” do nosso batismo (sacramento), mas nos movimenta e quer guiar a nossa vida, em qualquer lugar e a qualquer momento. Ah! Como seríamos cristãos diferentes (transformados) se permitíssemos que o “Vento” de Deus soprasse a todo instante as “velas do nosso barco”, para que fosse, de fato, o condutor de nossas ações!
4. Deus que é relacionamento: Podemos falar com Ele e ouvir a Sua voz: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz”. Quantas pessoas perdem a “audição” e, o pior, o gosto pela oração, porque não pedem a efusão do Espírito Santo, não entram em comunhão com Ele. Muitos estão vivendo uma profunda aridez espiritual – igual a da terra sem água… – porque não cultivam uma intimidade com a Pessoa do Espírito. Podemos dizer que, como os discípulos de Éfeso, muitas pessoas que são batizadas ainda dizem: “Nem sequer sabemos que existe um Espírito Santo” (At 19, 2b).
Assim como temos sensibilidade ao vento, Deus quer fazer de nós pessoas sensíveis à Sua presença doce e poderosa, quer que sejamos pessoas de comunhão com o Seu Santo Espírito. Não podemos mais viver indiferentes à Pessoa do Espírito como se Ele estivesse preso num lugar ou surgisse na nossa vida de vez em quando!
REPITA TODOS OS DIAS: Vem, Espírito Santo! Quero sentir a Tua presença, quero tê-Lo como meu melhor Amigo. Vem, Espírito Santo!
Questões
1. Como está a sua intimidade com o Espírito santo?
2. Você tem permitido que o Espírito Santo faça em sua vida um movimento de transformação?ção
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