Ser feliz na Comunidade – Relacionamento Familiar
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Leituras = Efésios 5, 21-33; 6, 1-4
À Igreja que se reúne nas casas, Paz!
Estamos vivenciando em nossa paróquia e na Igreja do Brasil a semana nacional da família. É uma ótima oportunidade para que nós, enquanto cristãos e membros de células, possamos responder à pergunta: E a família como vai? A leitura deste estudo começa por dizer: “Esposa, obedeça ao seu marido, como você obedece ao Senhor”. (Efésios 5, 22). Todo tempo, o corpo da mulher é contado, fotografado, pintado, esculpido, modelado e vendido. Porém, a mulher é mais do que forma; ela é conteúdo e precisa lembrar-se sempre de sua essência. A mulher foi criada para ser “companheira”. E o que é ser companheira? É ser quem acompanha, partilha, que unida a alguém realiza, constrói, conserta, descobre e vive uma vida. Sem perder a individualidade, ela se junta ao seu companheiro e forma uma unidade. Parece difícil, mas não é! A sabedoria se sobrepõe à inteligência, não há disputa, nem quem prevaleça. Em uma união entre homem e mulher cristãos há harmonia e crescimento para os dois. Todos os dias, está ancorada no firme propósito de amar seu marido e seus filhos, pois sabe que o amor não é um simples sentimento que um dia acaba, mas sim um ato de vontade que ela pratica de coração e alma, nos pequenos gestos, nas palavras, segundo o mandamento de Deus. Em outras palavras, obedecer ao marido significa amá-lo.
“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela”. (Efésios 5, 25).
A Bíblia recomenda aos maridos tratarem suas esposas com dignidade e respeito. Levarem em conta as diferenças e procurarem conviver com bom senso, com harmonia e compreensão. Deus recomenda lembrar a mulher saiu do homem, ela é parte dele e ele parte integrante dela, pois ele saiu dela no nascimento. A esposa é para o homem a companheira criada para completar e completar-se com ele.
Existem homens que se realizam profissionalmente, são respeitados e admirados por todos, e, no entanto, em casa, são indiferentes e até agressivos ou impacientes com a esposa. Não utilizam a mesma gentileza e atenção que dispensam aos outros. Alguns têm maior prazer na companhia de amigos e colegas a que estarem juntos a própria esposa. Ficam horas fora de casa e quando chegam, não a tratam com carinho, nem dispensam um tempo para agradá-la. Deus contempla essa atitude e as queixas e lágrimas das esposas são recolhidas; estão diante da memória de Deus. Muitos homens não tem sua oração respondida justamente por causa dessas situações. Como é o tratamento que você dá à sua esposa? É o mesmo de antes? Melhorou, estacionou ou piorou? Vocês saem juntos? Conversam? E o principal: oram juntos? Amar a esposa significa fortalecê-la, protegê-la, defendê-la e buscar fazê-la feliz.
“Filhos, o dever cristão de vocês é obeceder ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo”. (Efésios 6, 1)
Enquanto psicólogos, pedagogos, psiquiatras e educadores se debruçam sobre teorias e modelos de comportamento, os pais se encontram perdidos entre a fronteira da liberdade e o limite. Alguns delegam para escola, e até mesmo para a Igreja (catequese e crisma), a função de educar, quando o papel destas é o de “preparar a criança ou jovem com conteúdos e competências” para a vida e à sociedade. Filhos são bênçãos do Senhor, que estão sob a responsabilidade dos pais. Eles não pertencem aos pais, mas ao Senhor. Cabe, no entanto, definir parâmetros de comportamento e valores que servirão de guia para as crianças, adolescentes e jovens.
Querido adolescente e jovem, o mundo muda, a sociedade também, mas os valores e a ética precisam permanecer. A Palavra de Deus é importante na formação do seu caráter, e os pais tem nela uma posição de destaque, eles representam (não importa como sejam) a própria presença de Deus na vida de vocês.
“Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que façam com que eles fiquem irritados”. (Efésios 6, 4).
Deus ordenou aos filhos: “Respeite o seu pai e sua mãe, para que você viva muito tempo na terra que estou lhe dando” (Êxodo 20, 12). Honrar é tratar com dignidade, com respeito, com a devida atenção e carinho. Honrar pai e mãe é garantir a continuidade desses valores por todas as gerações, pois afinal, você é filho. Talvez um dia seja pai ou mãe, e, por sua vez, irá querer ser tratado da mesma maneira. Daí vem a promessa “para que vivam muito tempo...”. Caso o seu relacionamento com seus pais não seja dos melhores, pare e pense no que você pode e deve fazer a respeito. Pense no relacionamento que você vai querer ter com seus filhos. Pais sejam amorosos e solícitos com seus filhos, não sejam caprichosos e irritantes. Não vivam somente para “xingar”, mas sejam amigos de seus filhos.
Que Deus abençoe sua família!
Perguntas
1 – Como é sua família?
2 – O que você, como marido, esposa, pai, mãe, filho pode fazer para ela ser melhor?
(Se as suas células de jovens ou juvenil quiserem se ater somente a parte dos pais e filhos poderão fazê-lo).
Fonte: Padre Luís Fernando – Paróquia Espírito Santo – São José dos Campos - SP
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