Crimes contra deficientes serão considerados graves pelo Vaticano
| Notícias - Igreja em Foco |
A Igreja Católica irá considerar, na atualização de suas normas, que abusos contra adultos com deficiências são tão graves quanto os cometidos contra as crianças, apontaram hoje fontes ouvidas pela ANSA.
No documento da Congregação para a Doutrina da Fé, haverá uma seção especial sobre as pessoas com algum tipo de deficiência, demonstrando que a Igreja "quer manter uma atenção completa em matéria de dignidade da pessoa, por mais frágil que esta seja".
As mesmas fontes esclareceram que o aguardado texto -- que será uma atualização da parte dedicada aos delicta graviora [crimes graves cometidos por religiosos] do Motu Proprio, emitido pelo então papa João Paulo II, em 2001 -- constitui nada mais do que uma "revisão sobre o que foi feito anteriormente em relação ao tema".
A lógica sobre a qual rege o documento, acrescentam as pessoas ouvidas, é a de reconhecer no mesmo grau de inocência as crianças e os adultos deficientes, seja este problema físico ou mentall, para tutelar mais amplamente o respeito à dignidade.
Tais fontes também confirmaram à ANSA a notícia veiculada na manhã de hoje, de que o texto irá conter um capítulo dedicado à ordenação sacerdotal de mulheres, um crime que será elevado aos mais graves. "Isto porque se trata de um delito contra o sacramento", apontaram.
As novas medidas deverão ser divulgadas até a próxima semana e podem ser interpretadas como uma resposta da Santa Sé aos crimes de pedofilia recentemente denunciados em vários países, já que em alguns casos membros do clero e inclusive o próprio Bento XVI foram acusados de omissão.
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