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Cruz da JMJ vai ser uma "provocação" sadia "mesmo aos não-crentes"

Notícias - Igreja em Foco

“Será certamente um sinal de convite à reflexão, uma sadia provocação mesmo para os não-crentesO diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil da Igreja Católica portuguesa está convicto de que a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que começou a percorrer Portugal, vai provocar aqueles que não acreditam em Deus.

“Será certamente um sinal de convite à reflexão, uma sadia provocação mesmo para os não-crentes, que irão encontrar esta Cruz de dimensões tão expressivas pelas ruas, caminhos e estradas de Portugal”, disse este Sábado o Pe. Pablo Lima à ECCLESIA.

O sacerdote fez parte da comitiva portuguesa que participou na peregrinação internacional de jovens realizada na cidade espanhola de Santiago de Compostela entre 5 e 8 de agosto. A representação nacional recebeu a Cruz e o ícone com uma representação de Maria, mãe de Jesus, que desde domingo percorrem o território português com o objetivo de preparar a próxima Jornada Mundial da Juventude, marcada para 16 a 21 de agosto de 2011, em Madrid.

Na procissão que abriu a missa de encerramento da peregrinação internacional, celebrada no Domingo, a Cruz da Jornada Mundial da Juventude foi levada por jovens portugueses até ao altar. A participação da delegação lusa na eucaristia alargou-se à oração dos fiéis – preces pela Igreja e pelas necessidades do mundo.

No final da celebração os jovens de Portugal retomaram a Cruz, transportando-a para a Sé de Viana do Castelo, primeira etapa de um itinerário que termina a 20 de agosto. “É um momento de grande significado. Sei que ela já passou por muitos países, pelas mãos de muitos jovens, e sei que ela deve trazer uma força e uma energia muito grandes”, afirmou Ricardo Fernandes, do Departamento Nacional da Pastoral da Juventude, que integrou a comitiva presente em Santiago de Compostela.

A passagem da Cruz por Portugal, através de uma viatura de matrícula espanhola preparada para o efeito, vai constituir um marco importante na preparação para a Jornada Mundial da Juventude. “A partir daqui vamos iniciar uma caminhada formativa para chegarmos a Madrid preparados para estar com o Papa e interiorizarmos melhor todo aquele ambiente e viver uma experiência que pode ser muito enriquecedora e fantástica”, assinalou Ricardo Fernandes.

O Pe. Pablo Lima lembrou que apesar de em Agosto os organismos da Igreja estarem “mais ou menos de férias”, “aquilo que vamos vendo e sentindo é que muita gente se vai reunir em torno da Cruz. Eu direi que a temperatura da participação para Madrid está muito alta”.

O programa, que pela primeira vez abrange a diocese de Angra, é considerado pelo sacerdote como “bastante amplo e diverso”, prevendo a sua presença “não apenas em lugares religiosos, mas também em espaços abertos”. A organização, que envolve os departamentos da juventude das cúrias diocesanas e vários movimentos juvenis, pretende que a Cruz, com perto de quatro metros de altura, vá também “ao encontro das pessoas que sofrem”, pelo que agendou a visita a um lar na ilha açoriana de São Miguel.

O sacerdote realça que esta representação da crucificação de Jesus, cuja única passagem por Portugal remonta a 2003, constitui “um sinal diferente” por ter sido “enviada pelo Papa”. A ligação da Cruz à Jornada Mundial da Juventude começou um ano antes da primeira edição deste evento.

A 31 de março de 1985, Domingo de Ramos, data que a Igreja Católica assinala como Dia Mundial da Juventude, o Papa João Paulo II fez a entrega da Cruz, que desde então tem sido ocasião de aprofundamento da fé e de reconciliação com o catolicismo para milhões de jovens em todo o mundo.


 


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