Grã-Bretanha se tornou anti-católica
| Notícias - Igreja em Foco |
A Grã-Bretanha se tornou um país anti-católico, às vezes até mais do que aqueles onde os fieis são perseguidos, devido a leis a favor do aborto e dos direitos dos gays, afirmou Edmund Adamus, um dos conselheiros do arcebispo de Westminster, Vincent Nichols.
Adamus declarou que é culpa do Parlamento a nação ter se transformado em "um epicentro geopolítico da cultura da morte", expressão que foi usada por João Paulo II (1978-2005) para definir normas sobre as liberdades civis como as da eutanásia e aborto.
Em uma entrevista à agência católica Zenit retomada hoje pela imprensa britânica, o conselheiro apontou que nos últimos 50 anos o Legislativo local foi extremamente "contrário à vida e à família".
De acordo com ele, essa manifestação criou "em poucas palavras, uma das paisagens mais anti-ca tólicas possíveis culturalmente falando, até mesmo superior àqueles países onde os crentes católicos são perseguidos". "Os católicos deveriam mostrar sinais culturais contrários a esta terra desolada, egoísta e hedonista que vê a exploração das mulheres por gratificação sexual", completou Adamus.
A réplica de Vincent Nichols foi rápida, com um porta-voz garantindo ao jornal The Independent que as opiniões do conselheiro "não refletem as do arcebispado".
A Grã-Bretanha é o destino da próxima viagem internacional do papa Bento XVI, que estará no país entre os dias 16 e 19 deste mês.
O evento, no entanto, vem sendo criticado pela população local, que o acusa de ser dispendioso aos cofres públicos e condena os recentes casos de pedofilia descobertos no seio da Igreja -- inclusive da britânica -- e as posturas do Pontífice contra normas de igualdade dos direitos dos homossexuais aprovadas pelo Parlamento.
Fonte Zenit
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