Igreja Católica manifesta apoio a iniciativa política que veta instalação das máquinas da camisinha
| Notícias - Igreja em Foco |
O Padre Paulo Roberto de Oliveira, Ecônomo da Arquidiocese de Campo Grande, acompanhou atentamente as palavras do vereador Paulo Siufi, durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de terça-feira (21), posicionando a Capital contra o Programa Saúde na Escola, do Governo Federal, que pretende implantar máquinas de distribuição de camisinhas em unidades escolares e órgãos públicos de todo o País.
Campo Grande sai na frente, barrando o que Siufi considera “um absurdo”, apresentando inclusive um projeto para vetar a instalação das máquinas dispensadoras de preservativos. O projeto deu entrada hoje e será votado nos próximos dias. Padre Paulo Roberto ficou preocupado com a proposta do Governo Federal e disse que irá mobilizar a comunidade Católica para manifestarem sua oposição ao que, segundo ele fere os princípios da família.
Siufi usou a tribuna e disse que estão desqualificando a raça humana. A infância tem que ser tratada com infância. É uma atitude irresponsável. Quando se fala que as escolas públicas terão máquinas de camisinhas, para que crianças e adolescentes possam fazer uso, de forma inconseqüentes de preservativos, não se está alando em educação sexual, mas sim ferindo a pureza da juventude, que pode ter conseqüências irreparáveis no futuro.
“Tenho certeza que em Campo Grande poderá impedir a colocação destas máquinas”, afirmou Siufi, acrescentando que as “malditas” máquinas de camisinha desintegram o valor da família e banaliza o sexo.
“Não podemos admitir sexo por sexo. Não é ultrapassado defender a família, não é retrogrado querer uma juventude melhor”, destacou. Pelo projeto do Governo Federal, uma criança de 10 ou 11 anos, por exemplo, poderá apertar um botão, sem colocar nenhuma moeda, e ter acesso a um preservativo. Pela cartilha denominada “O Caderno das Coisas Importantes - Confidencial”, com tiragem inicial de 40 mil exemplares e com reedição de 400 mil unidades, há explicações, tais
como as fases das “ficadas”, que diz poder ser uma porção de coisas; “Beijar, namorar, sair, transar”. Abaixo, na Cartilha, segue um campo para que a criança relate as mais espetaculares ficadas da sua história, dizendo como foi, com quem foi, onde foi e quando foi.
Para Siufi além de imoral e inadmissível, o projeto das máquinas e a cartilha fere os princípios básicos do Estatuto da Criança e do Adolescente, violando artigos que zelam pela dignidade da criança e do adolescente. O vereador e cristão convocou a sociedade como todo para uma união pioneira no País, contra o absurdo que representa tal projeto.
Carlos Kuntzel
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