Siufi inicia combate à distribuição de kit contra homofobia em Campo Grande
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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Paulo Siufi (PMDB) considerou estarrecedora a atitude do Ministério da Educação de distribuir um kit educativo contra a homofobia para todas as escolas do país a partir do ano que vem.
Na opinião do parlamentar a atitude irá estimular a sexualidade precoce em crianças e adolescentes demasiadamente e como medida de prevenção, o vereador comunicou nesta quarta-feira (15), durante seu pronunciamento na Câmara Municipal que irá contatar o Promotor da Infância e Juventude do Estado de Mato Grosso do Sul, Sérgio Harfouche para tomar as devidas providências juntamente a órgãos judiciais competentes.
De acordo com Paulo Siufi, o material contém DVDs com duas historinhas, sendo que a primeira conta que um garoto de 14 anos de nome Ricardo vai ao banheiro fazer pipi e olha para o lado, vê o coleguinha dele que está fazendo também e se apaixona por este colega, e então decide assumir sua homossexualidade e quando o menino retorna para a sala de aula diz que mudou de nome e se identifica como Bianca. O outro vídeo mostra duas meninas lésbicas, que mede a profundidade da língua. “Isso é um absurdo, esse vídeo lida como se tudo isso fosse normal.
É inadmissível, inaceitável”, disparou Siufi. Durante seu discurso, Paulo Siufi deixou claro que é contrário à forma como o Ministério da Educação está lidando com uma questão como essa.
Para o presidente da Casa de Leis, o kit homofobia, que é direcionado para crianças com idades de sete, oito, nove e dez anos, não resolve o problema. “Imaturas, crianças que vão ser colocadas no furacão da sexualidade sendo estimuladas a pensarem na homossexualidade. Eu não acredito que as famílias devem ser submetidas a essa agressão, crianças com inocência, de forma pueril vão ser estimuladas a uma sexualidade prematura vão achar normal.
Esta é minha preocupação. Não sou contra aqueles que já tem sua opção sexual, contra quem já tem seu posicionamento. A minha preocupação é com as crianças, são esses inocentes que vão para uma escola, estão sendo colocados em contato com esta porcaria de kit. Já são seis mil municípios que foram colocados como referência e Campo Grande está no meio”, lembrou.
Ao fazer uso do aparte, os vereadores endossaram o pronunciamento, dizendo que a proposta do MEC é inaceitável. Segundo Alcides Bernal (PP) “tem gente que confunde as coisas. Todos nós temos o direito de exigir respeito e o dever e obrigação de respeitar nosso semelhante. Mandar cartilha para as escolas e com ilustração é algo repugnante e merecia ação enérgica do Ministério Público”, defendeu o vereador Bernal.
"Me preocupa como educador, um cidadão com esse tipo de manifestação e outras que estão acontecendo. Entendo que nós precisamos respeitar a tendência e a formação, e não estimular a sexualidade precocemente”, colocou o parlamentar João Rocha.
Conforme a vereadora Grazielle Machado o assunto em questão não pode passar desapercebido, sem a merecida discussão. A parlamentar disse que o kit homofobia tem de ser distribuído nas universidades, para ampliar a discussão sobre o assunto, não a crianças com faixa etária de sete, oito, nove e dez anos, como segue a proposta do MEC.
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