Educação inclusiva sofre obstáculos
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No Brasil, a inclusão social de portadores de necessidades especiais esbarra em dois obstáculos: a falta de atenção do poder público e o preconceito. Porém, quando o assunto é educação, ao menos no Distrito Federal, ainda resta a esperança. Na capital federal o número de crianças e jovens com necessidades especiais matriculados em escolas inclusivas é maior do que em colégios exclusivamente adaptados.
Censo de 2010 revela que mais de 13 mil portadores de necessidades especiais frequentam a rede pública de ensino do DF. Desse total, 7,8 mil participam de classes comuns.
Os demais pertencem às turmas especiais (em escolas inclusivas) e às escolas especiais. Entretanto, não basta incluir, é preciso oferecer ensino e estrutura física de qualidade, além de preparar os profissionais. Hoje, no s quadros da Secretaria de Educação do DF (SE-DF) somente quatro especialistas concursados prestam atendimento psicológico.
Esses profissionais são essenciais ao ensino inclusivo porque primeiro é preciso diagnosticar cada aluno. Em novembro, 54 psicólogos foram aprovados em concurso público para a SE-DF, no entanto, nenhum assumiu.
A Secretaria informou que alguns professores, após ingressarem no serviço público, concluíram formação em psicologia e passaram a atender na área, mas não existe registro desse quantitativo.
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