Ser aquilo que se é custa muito caro nos dias de hoje… O homem atual hoje vive sob uma contínua pressão: ele traz sobre si o peso de inúmeras cobranças. Frequentemente, ele acaba sendo condicionado – e até aprisionado – por ideias e valores preestabelecidos pela sociedade que o cerca, a qual lhe impõe constantemente muitas exigências a serem cumpridas.
Em muitas circunstâncias, o ser humano acaba “sufocado” pela perene cobrança dos que com ele convivem, sendo que – muitas vezes – ele só se percebe “aceito” e “amado” quando corresponde às cruéis expectativas dos seus companheiros do cotidiano.
Infelizmente, algumas pessoas só são capazes de expressar qualquer carinho ou afeto àqueles que correspondem em tudo ao seu estereótipo e ideal de vida, sendo que aqueles que fogem um pouquinho ao que elas pensam acabam sendo “elegantemente” descartados.
Mas que tragédia… que hipocrisia imaginar – ainda que inconscientemente – que as pessoas tenham de ser do jeito que achamos e que se elas não se encaixarem em nossos “padrões” não terão o direito de nos acompanhar na vida.
É triste, mas é verdade: quem não deseja viver uma hipocrisia em seus relacionamentos precisará pagar um grande preço, tendo que, muitas vezes, sofrer em virtude do fato de não querer representar para ser aceito.
Esta era a palavra de Dom Bosco para os jovens da cidade de Turim, na Itália, numa época em que as indústrias começavam a pipocar e os jovens vinham desesperados, do interior, para conseguir algum trabalho. E brigavam, se batiam, se matavam por causa de alguns trocados, rolavam na lama. Dom Bosco, vendo a luta de cada um deles, começou a amá-los. Amor que mudou para sempre sua vida e o levou a ser um dos mais queridos santos pelos jovens. Portanto, os jovens não precisam fazer esforço para ser amados por Dom Bosco. Não precisavam bons, ser bonitos, "bastava que fossem jovens para que ele os amasse".
É difícil ser jovem. Para aquele que está buscando Deus, as dificuldades pertencem a uma batalha diária, que faz parte de uma guerra que levará toda a vida contra o pecado. Na guerra, algumas vezes é necessário avançar, outras recuar, fugir... Perder uma batalha dentro da guerra é normal; ganhar a maioria das batalhas significa vencer a guerra. Para vencer essa guerra é preciso ter as melhores estratégias e dar tudo no combate.
Tenho tido a oportunidade de visitar, com certa constância centros de recuperação para drogados, casa de portadores do HIV (Vírus da imunodeficiência humana) em fase terminal, cadeias públicas, presídios de segurança máxima, lares de menores abandonados e prostíbulos. Tenho visto a luta dos jovens. Foi assim que nasceu o PHN: de tanto ir a lugares, de estar em contato com os jovens verdadeiramente abatidos, mas lutando para retomar a vida. Fui convencido de que Deus para eles é como o ar para pássaros, ou a água para os peixes. (...)
Um país vinha sendo atacado havia vários meses. Os soldados estavam cansados e os oficiais hesitantes. Apesar de a grande resistência ser o castelo da fronteira, a tropa já esmorecia.
Todos sabiam que, se o castelo fosse tomado, provavelmente a guerra estaria perdida. Por isso, era preciso encontrar o melhor general para seu exército.
Então o rei propôs: Será o novo general o primeiro combatente que resolver o problema que vou apresentar. Ele colocou, sobre uma mesa, um quadro raro, adornado com uma moldura artisticamente trabalhada em ouro puro, era a peça mais cara do castelo, de valor inestimável. O quadro era a pintura de uma cena extremamente bela, em que uma jovem lindíssima caminhava num campo, entre flores, sob o céu de um violento azul. O rei apenas disse: Aqui está o problema!
Os soldados ficaram surpresos. Estavam todos ali, parados, olhando o quadro caro com sua esplêndida donzela. O que fazer? Que charada era aquela? Aonde o rei queria chegar com aquilo?
Um dos sinais de trânsito mais conhecidos é o semáforo. Este sinalizador é de fundamental importância para a segurança dos pedestres e dos motoristas. Desobedecê-lo é colocar em risco a própria vida e também a de outras pessoas. Muitos já desobedeceram ao que o semáforo indicava e o resultado não foi bom. Ou foram vítimas de um acidente ou então receberam uma multa.
Segundo o Código Nacional de Trânsito, avançar um sinal vermelho é uma violação gravíssima às normas impostas. O motorista que comete tal falta perde sete pontos em sua carteira de habilitação. Diante de tal gravidade que pode ocorrer quando o sinal está vermelho, melhor será para o condutor do veículo obedecer.
No entanto, sabemos que nem todos os motoristas e pedestres respeitam os sinais de um semáforo. Diante da imprudência de tal atitude o resultado nem sempre é positivo. Muitos já perderam a vida e outros tantos a roubaram de seus semelhantes. Atitudes inconsequentes têm resultados trágicos.
O coração humano é um grande semáforo. Ele nos indica qual a postura que devemos ter diante das mais variadas situações da vida. Porém, é preciso reconhecer as cores que nos indicam o que devemos fazer diante das encruzilhadas de nossas opções!
Sinal vermelho do semáforo do nosso coração indica que é tempo de parar. A pressa em chegar pode nos fazer provar o amargo das emoções que ainda estão verdes. Ultrapassar o sinal vermelho é arriscado e perigoso. Podemos causar acidentes que deixarão graves sequelas no coração de quem não era culpado.
Colhi de uma agência de notícias na INTERNET a seguinte afirmação: “Steve Jobs foi homenageado até mesmo por veículos ligados ao Vaticano”. Note o leitor que o “até mesmo” pode ser interpretado negativamente, pois atrás da expressão poderia estar a ideia de que a Igreja se opõe ao avanço das novas tecnologias, o que não é verdade. “A maior contribuição que Steve Jobs nos deixou é a de sentir a tecnologia como algo que faz parte da vida de todos os dias. Deixou de ser um assunto apenas para técnicos", comentou a Rádio Vaticano.
Recentemente participei de um Seminário de Comunicação para bispos, promovido pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais da Santa Sé, no qual, além das análises sócio-culturais do impacto das novas tecnologias de comunicação, procuramos pensá-las à luz da fé, sobretudo por meio de uma rica exposição com o seguinte título: “Espiritualidade e Elementos para uma Teologia da Comunicação em Rede”. Apenas para o leitor fazer uma ideia do significado que a Igreja atribui à Internet, cito um breve trecho da conferência do teólogo: “A rede, colocada ao alcance da mão (também no sentido literal), começa a incidir sobre a capacidade de viver e de pensar. De seu influxo depende de algum modo a percepção de nós mesmos, dos outros e do mundo que nos cerca e daquilo que ainda não conhecemos”. Uma nova cultura se instala por intermédio da Internet. A humanidade se reconhece cada vez mais uma única família.
As novas tecnologias estão aí. O que faremos delas?